sábado, 10 de junho de 2017

O auge da esperança


Engraçado que há umas duas semana Juliana me lembrou desse blog e vi um dos posts com Caio, hoje com 13 anos. Foi lindo estimular um pouco de sensibilidade em um jovem hi tech que estava no meio da temporada de Friends.

Pra mim foi muito mais intenso do que pra ele, mas penso que ele ainda tem um grande caminho de construção da sensibilidade dele, e dentre as imperfeições, tentamos estimulá-lo a essa ótica mais humana. Isso é difícil demais...se passei tanta coisa, tantas conversas e sorrisos pra construir a minha ótica.

Sinto que devo prepará-los exatamente a ver o mundo e todas suas facetas a partir de valores e inteligencia emocional para que eles possam encontrar com seus processos de maturidade e evolução espiritual.

Na verdade, queria iniciar o texto fazendo um complemento do ultimo texto, achei pertinente falar sobre o processo de criação dos meus filhos, pois é um fator intimante ligado a minha descoberta sobre o amor e o bom uso dele.

O amor é arma mais poderosa que se pode ter para vida, a partir dele tiramos a melhor lição de matérias como empatia, tolerância, solidariedade, respeito.... tem ideia da importância dessas coisas na evolução espiritual que o mundo nos oferta.

Todos instintos, equilíbrio e resiliência da natureza parecem ter uma conexão com os nossos processos de crescimento, a forma que nossa alma se desenvolve. Nessa ótica, fazendo uma relação com a natureza, o amor é o que chamam de Deus. Deus é amor, e nenhuma palavra, dogma, pastor ou o oração é capaz de representar isso melhor que o amor que sinto pelos meus filhos.


Continuo concordando com a visão de 'Carpinteiro do Universo', de que até o egoísmo pode ser pleno quando você ama e o faz pelo retorno que isso trás.

Hoje tenho, além do Caio, com 13, o Theo com 4.
Theo foi a plenitude do amor que Caio nos ajudou a ver no mundo. Theo foi mais uma oportunidade de crescimento a nós mesmos, mas além disso.... Queríamos dar um irmão a Caio e dar a referencia de Caio a outro ser de tão lindo que ele é, que nós somos.

Incrível que até o egoísmo na ótica do amor pode ser pleno.


O que me motivou a escrever aqui de novo foi a conexão que tive comigo há 7/8 anos atrás. Foi incrível me revisitar, mais ainda entender o meu processo de construção. E o processo de construção de meu amor.

Hoje tenho total certeza da minha concepção de amor. Mas a primeira frase do ultimo post representa muito pra mim.

A caminhada continua.






sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O início, o fim e o meio


Não sei ao certo qual minha concepção de amor.

O amor é um ‘conceito’ tão estigmatizado que as pessoas se perderam no caminho de entendê-lo.

O amor não deveria ser nomeado, por ser tão fundamental e natural deveria somente ser sentido. Talvez assim os homens, na sua racionalidade ignorante, não o classificariam como um ‘estado de espírito’ que dá e passa.

O amor está longe de ser um estado...

O amor é muito mais do que o oposto do ódio.

Talvez ele seja uma essência que precise ser estimulada para refletir positivamente em um ser humano.

Sinto que o amor é muito maior do que as relações. Talvez o amor seja o sentimento adormecido que só é estimulado de forma mútua e que, a partir dele o ser consegue evoluir.

A evolução do homem não está relacionada à ciência e sim a humanização e compreensão. Afinal somos fantásticos por sermos diferentes e aprendermos com isso.

Acho que o amor não é um sentimento particular, é o único modo de contemplar a vida de forma integral, completa. O amor é a função do viver, só o amor fomenta o crescimento.

Este texto foi escrito por pessoas que estimularam o amor em mim:

Valmira, Caio, Juliana, Janaína, Robério, Vovó Brosa, Caio, Valmira, Juliana, Cacá, Tio, tias, Caio, Valmira...

...e por pessoas que, em alguns momentos foram muito importante na auto-afirmação dos meus valores. Quando titubiei... lá estavam Andréia, Breno, Patrícia, Burgo... Agradeço muito a vocês por me manterem sincero a mim.

Enquanto escrevia este texto me lembrei de uma música que classifica o amor de uma forma muito interessante:

“...É só o amor que conhece o que é verdade...”

Este foi o último post deste Blog. [tenho alergia a poeira] J.

“Papai, qual seu sonho?”

“Sei lá filho, as pessoas levam as coisas muito a sério”





Te amo

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sonho ao entardecer


O que me motiva a escrever, senão a vida?

Esta música mexe comigo da forma mais profunda e mágica que se possa imaginar, é o meu filho e a dimensão do amor que se pode atingir através dele. Tudo parece tão banal nesta perspectiva!

Te amo Caio, tu és ‘o filho que eu quero ter’.

Dorme em meu peito menino...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A Razão da Natureza

A paisagem já não suporta a contemplação

O brilho do sol cega o vôo dos passarinhos

As palhas do coqueiro, entediadas, tornam-se indiferentes ao vento

A lua já não guia as ondas e a noite é apenas uma rotina recorrente

Os tolos buscam respostas científicas esquecendo que a razão não mais existe

Só uma ausência total de emoção

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Eu sou!

Não sei como uma música pode representar tão bem minha filosofia de vida. FILOSOFIA DE QUE?

Apenas vivo... e pronto...

No final... carpinteiro! de mim!


Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Humm...Estou sempre,
pensando em aparar o cabelo de alguém.
E sempre tentando mudar a direção do trem.
À noite a luz do meu quarto eu não quero apagar,
Pra que você não tropece na escada, quando chegar.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

O meu egoismo, é tão egoísta,
que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Mas Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...

Não sei pois nasci para isso, e aquilo,
E o inguiço de tanto querer

Carpinteiro do universo inteiro eu sou.
Carpinteiro do universo inteiro eu sou.

Carpinteiro do universo inteiro eu sou (Ah eu sou assim!).
No final,
Carpinteiro de mim!


É muito coerente momento:

http://www.youtube.com/watch?v=il8JOiqDIv0 -- Parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=CWZj6ilt61Q -- Parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=NtcRUZ5zMFA -- Parte 3



Já vi esse filme: http://budegadopensamento.blogspot.com/2009/08/raul-seixas.html


domingo, 18 de outubro de 2009

Sobremesa antes do Jantar




Um dia inteiro sem ver meu pimpolho, após uma semana corrida na qual não dediquei muita atenção a ele. A saudade e cobrança martelam minha titela. Principalmente pelo fato de estar em uma festa sozinho, pois as atrações não atrairiam muito a Caio, entretanto, o simples fato de estar comigo já faria a diferença para ele.

Ao fim da minha jornada de trabalho e diversão, quando estou saindo da festa, muito boa por sinal, do querido grupo de faculdade que está com os dias contados para o fim do curso, recebo uma ligação de Caio pedindo para eu levar sorvete. Já previa a agradável noite com filme infantil, pipoca, sorvete e gargalhadas. Daí que uma amiga me deu a idéia tão simples quanto adequada de, ao invés de levar sorvete pra caio, levá-lo a sorveteria.

Caio gostou da idéia e, quando cheguei em casa, prontamente vestiu sua bermuda, sandália e:

“Vamos nessa, papai?”. E eu com uma fome característica de fim de festa, com uma lasanha saborosa à mesa, mas a ansiedade de Caio não me deixou jantar. Fomos à sorveteria ‘Bacana’:

-Quero de morango e chocolate papai! Disse Caio na ponta dos pés para ver as guloseimas no balcão.

-Coloca calda de chocolate, brigadeiro (granulado), não! Quero do colorido, e também as bolinhas de chocolate.

-Ficou lindo o sorvete papai!

Enquanto estávamos saboreando as delicias da sorveteria, Caio com morango e chocolate e eu com delícia de abacaxi, conversávamos sobre como foi o dia:

-Eu tava doido que tu chegasse logo, Papai!

-Porque filho? Perguntei esperando ouvir algo que suprisse minha carência de Caio.

-É que eu estava doido pra tomar sorvete. Respondeu caio sem pestanejar

O silêncio foi o suficiente para ele perceber minha frustração com a resposta e no mesmo instante ele emendou:

-Pra gente ficar junto também papai, tu acha que só tu sente saudade é? Passou a bola pra mim.

Neste momento fiquei mais derretido que o nosso sorvete depois de tanta conversa.

-Papai, tive uma idéia: vamos pra casa assistir ‘a pequena sereia’?

E pra completar o dia extraordinário que tive, um prato de lasanha na cama assistindo um filme com Caio.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Raul Seixas

Imagine quantas conversas informais no campo da filosofia, antropologia, social, político, espiritual já foram motivadas pelos seus versos. Aquele papo boêmio no qual surgem idéias geniais entre outras ridículas, engraçadas, sobretudo, cotidianas.

Raul consegue através do cotidiano, associar pensamentos que proporcionam uma realidade. Realidade pessoal, na contra-mão dos padrões.


“...Dois problemas se misturam
A verdade do Universo
A prestação que vai vencer...”
(Eu Também Vou Reclamar)
http://letras.terra.com.br/raul-seixas/48311/




As pérolas de Raul também estimulam à reflexão e questionamentos sobre postura, sem as quais as pessoas passam a ser inerentes a tudo, agem sem pensar, massa de manobra.

O conformismo disseminado em colonias de exploração através de um estado neo-liberal.


“...Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar
Tem o Atlântico, tem vista pro mar
A Amazônia é o jardim do quintal
E o dólar deles paga o nosso mingau...”
(Aluga-se)
http://letras.terra.com.br/raul-seixas/48296/



Além de questionamentos políticos existem os sociais e subjetivos com os quais me identifico bastante. Talvez “identificar” não fosse a melhor palavra, “identificar” é muito racional pra caracterizar a subjetividade.


O meu egoismo, é tão egoísta,
que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Mas Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser...
(Carpinteiro do Universo)
http://letras.terra.com.br/raul-seixas/68662/

… E no final, carpinteiro... de mim. Eu escutei essa música através de minha mãe... Não só no sentido literal.



E pra finalizar, a que melhor representa os diversos elementos que admiro em Raul.

Espero que toda motivação se materialize, sensibilizando e revoltando ao mesmo tempo.






Ps.: Aqui o link da lista de músicas criada pelo brother Rafael:


Um abraço
Ênio