sexta-feira, 21 de março de 2008

Tarde de um domingo sombrio




Tarde de um domingo sombrio, onde o pessimismo corroe um mero sorriso como cupim em madeira. Andando sem rumo, na trilha de acordes tristes de uma feliz canção. A magia da tristeza é o primeiro passo da inspiração, abstração. Deparando-me com uma bela paisagem que simboliza a minha história, toma-me uma nostalgia que ameniza o pessimismo, mas não a tristeza, esta continua intacta: frustrações, arrependimentos, saudades, medos e fraquezas estão aflorando minha subjetividade nesta louca viajem intrínseca.


Será a loucura o conflito entre todos estes sentimentos? Então o que é realidade? Sanidade? Dentro de nós, vivemos um mundo surreal onde sonhos, percepções, desejos, intuição, interagem juntamente com nossa “bagagem” socio-cultural para formarmos nosso posicionamento racional, que deve estar diretamente relacionado a todo este emaranhado subjetivo: A consciência. A culpa traz o colapso que só cessa com o perdão.

A tristeza é o instrumento que nos é dado para reflexão e crescimento espiritual.

Já dizia Vinicius: “...pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza...”.



PS.: As pinturas que compõem este post são as artes surreais de Vladimir Kush e Samy Charnine.
Ênio


2 comentários:

Polly Barros disse...

O tal do domingo é PHoda (com PH mesmo...)!!! Tem dia q me dá um banzo-de-fim-de-feira, incrível! E como dizem: o ócio é a casa do capeta... Não tem jeito... A gente tá acostumado com a correria do dia-a-dia, e nem sabe mais ficar calado, sozinho, de boréstia, a gente sente tanta coisa, e tem medo do q sente...
É preciso pensar, se deixar levar pelo q se sente, pra ver no q dá. Loucura?!? Loucura é não viver a vida. E a gente acha q é são...

Bonita reflexão!

Beijo :*

Márcio disse...

Ei como é que eu faço pra botar fotinha tb!!! hauhauauauah
??????